Almeida


ESTUDO: PT x Tucanos

(e afins) na Veja

Publicação analisada: Revista Veja da Editora Abril.
Período: (com grandes lacunas) de
05/1979 a 01/2002
Edições pesquisadas:
159 edições (12,94% sobre o total)
Total de edições no período: 1228 edições

Obs. (1) Gostaria de explicar aos caros leitores deste blog que infelizmente a revista  Veja não identifica a autoria das reportagens - exceto em alguns casos - nos números aqui pesquisados no máximo um "da Redação". Todavia, sempre que possível identificar colocamos a devida autoria.

Obs. (2) O acompanhamento cronológico é decrescente – de janeiro de 2003, na posse  do primeiro mandato do presidente Lula, até 1979. Para ver em ordem cronológica vá até o primeiro post.

Obs. (3) Para abrir todos os posts clique na data do primeiro post à direita (a mais antiga). No caso de busca esta opção é a mais indicada.

TERMOS INTERESSANTES

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Abertura Política
Abílio Diniz
Abril Cultural,
editora
ACM - Antonio Carlos Magalhães
Aécio Neves (Aecinho)
Agripino Maia
Airton Soares
Albano do Prado Pimentel Franco

Alípio Martins, cantor e compositor
Aloisio Mercadante
Amazonino Mendes

Ana Tavares, jornalista
Ancelmo Góis, jornalista
André Petry
Antonio Brito
Antonio Ermírio de Morais
Antonio Medeiros
Antonio Rogério Magri
ARENA
Arnaldo Jabor
, comentarista de TV
Arnon de Melo
Arthur Virgílio
Artur da Távola
(nome artístico de Paulo Alberto Monteiro de Barros)
Augusto Nunes, jornalista
Aureliano Chaves
Avilã,
reino de
Banestado
Belchior,
cantor e compositor
Bete Mendes
BNDES
Brasiliense
, editora
Bresser Pereira, Luiz Carlos
Campanha das Diretas
Carlos Jereissatti
, empresário
Celso Furtado
Celso Pitta
CEMIG
CGT
- Central Geral dos Trabalhadores
Chicago, escola de (linha de pensamento econômico liberal monetarista liderado por Milton Friedman)
Chico Anísio, ator
Chico Mendes, líder sindical
Claudia Constin
Clima de corrupção generalizada
CNI
- Confederação Nacional da Indústria
Conclat
Copag
Cosipa
Cristóvão Buarque
CUT
Daniel Dantas,
banqueiro
Delfim Neto, Antonio
Dilma Russef
Dílson Funaro

Dinda, casa da
Diretas-já
Divaldo Suruagy
Edir Macedo,
pastor evangélico
Edson Celulari, ator
Edson da Silva Martins
Eduardo Jorge
Eduardo Suplicy
Élio Gaspari
, jornalista
Eliseu Resende
Encol,
construtora
Fábio Meirelles
Fernando Collor de Melo
Fernando Lyra
Fernando Rodrigues
, jornalista
FHC - Fernando Henrique Cardoso
Filhote da Ditadura
fiscal do Sarney
Fleury Filho
foguete nacional
Folha de São Paulo
(Folha de S. Paulo)
Força Sindical
Francisco Dornelles
Francisco José
, prefeito de Salvador
Francisco Weffort
Franco Montoro
, André
Frente Liberal
Gallup
, instituto de pesquisas
Geraldo Alkmim
Gilberto Miranda
Gilberto Prado
Gilson Meneses

Golpe militar
Governo Militar
greve
Guilherme Afif Domingos
Guilherme Palmeira
Gustavo Krause
Helder Câmara
, D.
IBOPE, instituto de pesquisas
Ibrahim Abi-Ackel
Itamar Franco
Jamil Haddad
Jânio da Silva Quadros
João Cabral de Melo Neto
, escritor
Joaquinzão - Joaquim dos Santos Andrade
Jorge Bornhausen
Jorginho Guinle
Jose Genoíno
José Kairala
José Richa
José Sarney
José Serra
José Simão
, jornalista
Lei de Anistia
Lei de Defesa do Consumidor
Leila Cristina Dias Vasconcelos
Leonel de Moura Brizola
LSN
– Lei de Segurança Nacional
Luis Carlos Santos
Luiz Eduardo Magalhães
Luiza Erundina
Lula
– Luiz Inácio Lula da Silva
Magalhães Pinto
Manchete, Rede
Manufacturer’s Hanover,
banco
Marajás
Marcelino Machado
Marco Maciel
Maria Luiza Fontenelle
Marina Silva
Mário Amato
, empresário
Mario Covas
Marta Suplicy
Maurício Corrêa
Metalúrgicos
Michel Temer
Miguel Arraes
Miro Teixeira
MOBRAL
Nelson Carneiro
Nelson Jobim
Nossas Meninas
(termo de FHC para se referir ao batalhão de jornalistas femininas de seu esquema, plantadas nas principais redações do país. Partiu destas  o termo bajulatório "Príncipe dos sociólogos")
Nova República
Odebrecht
Olívio Dutra
Orestes Quércia
Orleir Cameli
Os presidenciáveis
, música
Paes de Andrade
parlamentarismo
Partido Comunista
Pau-Brasil, escândalo
Paulo Afonso Vieira
Paulo Brossard
Paulo Freire, educador
Paulo Haddad
Paulo Paim
Paulo Renato (de Souza)
Paulo Salim Maluf
PC Farias
PCB
PCdoB
PDS
Pedro Malan
Pelé
- Edson Arantes do Nascimento
PFL
Plano Cavallo
Plano Cruzado

Plínio de Arruda Sampaio
PMBD
PP
Prisco Viana
Privataria
(termo criado pelo jornalista Jânio de Freitas)
PRN
PSDB
PT
PUC
Real,
(o plano econômico)
Rede Globo
Regime Militar
Ricardo Izar
Roberto Campos
Roberto Freire
Roberto Magalhães
Roberto Requião
Ronaldo Caiado
Ronivon Santiago
Rubens Ricúpero
Ruth Cardoso
Sandra Cavalcanti
Sepúlveda Pertence
Sérgio Abranches
Serjão
- Sergio Mota
Severo Gomes
Silvio Santos
Sindicato
SIVAM
STM
- Supremo Tribunal Militar
Suzanna Veríssimo
Tancredo de Almeida Neves
Tarso Genro
Tasso Jereissatti
Thales Ramalho
Tucanos
TV-Mulher
UDN
– União Democrática Nacional. Partido elistista e de direita, com base em São Paulo, existente entre 1935 e 1964.
Ulysses Guimarães
URV
VASP
Vicentinho -
Vicente Paulo da Silva
Vitor Buaiz
Walter Pinotti,
médico
Zé Dirceu
Zélia Cardoso de Melo



Escrito por Almeida às 23h26
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Apresentação


Em apenas 159 números de Veja (12,94%), de um total no período de 1228 edições compreendidas entre a de número 556 de 09/05/1979 e de número 1784 de 06/01/2003 quando o presidente operário tomou posse, vasculhamos os humores do mais antigo e mais distribuído semanário brasileiro acerca dos dois maiores grupos que hoje simbolizam a vida pública nacional: o PT e o consórcio PFL/PSDB.
O PT, partido nascido dentro do movimento sindical ganhou apoio da parte menor da classe média brasileira, inclusive com ingresso em seus quadros de valiosos cérebros da inteligência nacional ligados à esquerda.
O PSDB, que no seu nascedouro pareceu um partido voltado para a social democracia volveu-se mais para o espectro de centro direita representando conjuntamente com o PFL a direita intelectualizada, fiéis herdeiros da legendária UDN.
Obviamente que ao analisar os dois grupos tinha que haver referências aos dois maiores líderes os quais um já foi presidente da República e o outro está em pleno exercício do cargo. As semelhanças param por aqui já que o PT é um partido consolidado, mas deve seu cimento ao seu líder máximo, Lula; enquanto que o grupamento neo-udenista do PFL/PSDB independe de Fernando Henrique para continuar existindo. As semelhanças em relação à revista também param por aqui haja vista a estonteante goleada tucano-pefelê no petismo quando se refere a quantidade de cobertura. Maior ainda é o tendenciosismo da revista, extremamente positivo em relação ao grupamento neo-udenista, e extremamente negativo ao petismo.
Obviamente que não entra aqui apenas as matérias pertinentes ao relacionamento interpartidário entre PT e PSDB/PFL, e sim, também destes com terceiros.



Escrito por Almeida às 22h49
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Veja 1784 de 06/01/2003, pp. 22-44
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Um dia para a história
Comentário:
Apesar do significado; de ser real a afirmação, nas entrelinhas recados e mais recados: “estamos de olhos”. Festas e mais festas e a segurança da direitona de que o tucanismo econômico continua na estatística na fala do presidente. Segundo a Revista, “Ele falou em mudar 14 vezes”. E a reportagem segue adiante. Mais bla-bla-blá sobre mademes e outros convidados; um lembrete sobre “o teu passado te condena” e finalmente o discreto recado: “E só quatro anos”, embutido no título a dança da sucessão onde já analisa três nomes para suceder Lula em 2006. Uma sutileza: na chamada de capa LULA-DE-MEL, o segundo L vem numa cor diferente. Uma sugestão a futuros éles dobrados?
Lula foi, portanto, avisado.

Veja 1608 de 28/07/1999, pp. 52-54
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: A esquerda que corta no social
Comentário:
Na reportagem um recado aos “dinossauros” da pátria amada: se a Alemanha está cortando gastos sociais por que não nos igualamos a eles. Afinal, não é primeiro mundo que queremos ser? Que se vão os PCBs PTs, CUT... Todos. O “cientista político” Sérgio Abranches já adverte: “O Brasil não quer mais ouvir críticas a tudo”.
Fracassomaníacos de uma figa.

Veja 1608 de 28/07/1999, pp. 38-47
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: De volta para o futuro
Comentário:
Na reportagem o clima de que “uma vez Rei; sempre majestade”. Começa com o ajuste fiscal, mais um tema da direitona e lá se vai a aposentadoria dos velhinhos, salários e outros direitos do funcionalismo público etc., etc. “Não se apequene, Fernando”. Se o aluno da escola pública perdeu o pique para acompanhar o da escola privada, ao invés de melhor o ensino básico, algo bastante trabalhoso, criemos a sub-faculdade com notas relativas, a “reserva de mercado” educacional.



Escrito por Almeida às 22h42
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Veja 1608 de 28/07/1999, p. 35
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Holofote
Comentário:
Em “As três opções de Claudia” uma pista da desarrumação da máquina administrativa promovida em parte pela própria Claudia Constin que agora, segundo a Veja, estaria sendo convidada por três empresas das quais uma foi mantido em sigilo pela Veja, mas que parece ter sido a própria Veja, já que a moça que terminou a obra iniciada por Bresser Pereira que derrubou e queimou a árvore onde se alojava os marimbondos – o funcionalismo público federal – hoje faz parte da alta cúpula do pessoal do Doutor Civita.

Veja 1583 de 03/02/1999, pp. 36-41
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: O dólar poderá ceder
Comentário:
A reportagem é uma espécie de praga de urubu magro. O Real agora é real e vale menos de 50 centavos de dólar. A magia irresponsável acabou. Agora é pagar a conta da farra eleitoral que, como sempre, vai sobrar para quem pouco farreou. Pra parecer coisa séria Malan está em fritura. Branda, sequer deu pra aquecer. E José Serra, a voz da sapiência econômica poderá ser a salvação.

Veja 1583 de 03/02/1999, pp. 30/31
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Em “ Revolta dos ricos” tema auto-explicável. Depois do ajuste do real à realidade o “Rei está nu”.
 
Veja 1574 de 25/11/1998, pp. 44-49
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Um homem acima da Lei
Comentário:
Luiz Carlos Mendonça de Barros põe o pescoço na guilhotina da mesma forma que Rubens Ricúpero, para salvar o “Projeto”. A rapinagem no sistema – privataria - seguiu de vento em popa.

Veja 1574 de 25/11/1998, p. 41
Palavra-chave: Tucanos do Nordeste
Título da matéria: Coluna Holofote
Comentário:
Subtítulo: “Crise familiar” versa sobre suposta briga entre os irmãos Tasso e Carlos Jereissatti – este um dos maiores “investidores” na privataria tucana.

Veja 1567 de 07/10/1998, pp. 46-54
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: O que o povo quer
Comentário:
O “Príncipe” na boca do povo. O povo que quer. Bla-bla-blá e bla-bla-blá bem ao estilo tucano de ser.

Veja 1567 de 07/10/1998, pp. 34-36
Palavra-chave: PT
Título da matéria: E agora, Companheiro?
Comentário:
Bem, como não dá para simplesmente ignorar uma força política que contra tudo e contra todos disputou um segundo turno pela segunda vez e foi forte ameaça em três, logo, douremos a pílula pra descartá-la no correto momento.
A reportagem traz sugestivamente alguns conselhos – tipo amigo da onça – de que o PT deve se recriar num “Novo PT” para buscar a terceira via. Na verdade, pela composição original do PT e difícil de dela se desfazer, é possível que o que a Veja como porta voz da direitona queira mesmo é o PT nenhum; o ideal, contudo não custa nada sugerir. A linha de sugestões dão o norte do que seria o PT ideal. Ao invés de guerrilheiros como Genoíno, Dilma Russef e Zé Dirceu; ou operários como Lula, Olívio Dutra e Vicentinho, o PT ideal, “da terceira via” é o de Tarso Genro, de Cristóvão Buarque... dos doutores. Quem sabe assim surja daí o “nosso Tony Blair” e seu sorriso mecânico.

Veja 1567 de 07/10/1998, pp. 28-33
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Teste de estadista
Comentário:
Com chamada de capa bastante apelativa – o reeleito acenando com os dois polegares pra cima e a frase, Agora é guerra! – mas que guerra?. Retórica, retórica e mais retórica. Histórias de reformas, uma das palavras mágicas que mais a direitona tem usado pra parecer que muda alguma coisa quando na verdade, quando muda é pra pior. O efeito psicológico, entretanto, de início é bem positivo e ponto.

Veja 1550 de 10/06/1998, p. 50
Palavra-chave: Maluf e FHC
Título da matéria: Briga paulista
Comentário:
Um neo-Maluf, adorador do “Príncipe” está na frente em São Paulo; o trapalhão Covas é o terceiro. (E ainda queria ser candidato a Presidente no lugar do Príncipe!)

Veja 1550 de 10/06/1998, p. 49
Palavra-chave: Tucanos vs. Itamar
Título da matéria: Itamar de novo
Comentário:
O “trapalhão” Itamar quer bagunçar em Minas depois de ter dito que estaria fora da política. Será que ele não se emenda?

Veja 1550 de 10/06/1998, pp. 42-48
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Cabeça a cabeça
Comentário:
Bafafá na corte. Pelas últimas pesquisas o “operário” encostou no “Príncipe.” E agora? Providencialmente uma segunda já diz que é de 31 a 30 no primeiro turno, mas no segundo o “Príncipe” leva de goleada: 48 a 22. Logo, pra que votar nele (o operário), né?
E pra temperar, praga de urubu em boi gordo: Edir Macedo acusa Marco Maciel de privilegiar a Igreja católica e abre as portas ao PT. Esse PT não tem jeito...

Veja 1550 de 10/06/1998, pp. 32/33
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
No subtítulo, “Dedo na tomada” queixumes do Banco Real prontamente atendidos pelo “Príncipe”; em “O PT que gosta de Malan” elogios de Cristóvão Buarque, Governador do Distrito Federal ao Ministro da Fazenda Pedro Malan; ode á miserificação em “Brasil em números” onde o colunista apupa a “modernidade” tucana. Os números do IPEA mostram que a média dos salários dos servidores é igual ao da iniciativa privada nacional onde um gerente de loja ganha 60 salários mínimos e um carregador da mesma loja ganha apenas um – média de 30,5.

Veja 1549 de 03/06/1998, pp. 50/51
Palavra-chave: FHC vs Lula
Título da matéria: Sobre a relva
Comentário:
Êpa! O Magnífico está em perigo. O “operário” barbudo chegou perto nas pesquisas de opinião. E agora? Como em toda a reportagem pra gerar “opiniões” sobre política tem que ter a voz da sabedoria, do “cientista político”. E ele garante que ta tudo bem. Ufa! Ainda bem.

Veja 1549 de 03/06/1998, pp. 42-48
Palavra-chave: Governo FHC e o MST
Título da matéria: O que eles querem
Comentário:
Comoção nacional. Nem bem os “homens de bem” se livram dos petelhos e eis que lá vêm os pés descalços do MST. E eles são políticos. Eles são socialistas. Uns neo-bobos. São comunistas, os miseráveis. Eles acabam com a propriedade privada – pouco importa se comprada ou grilada no século XIX ou XX; no início ou no fim. E os desgraçados tem o apoio de gente de fora. Ah se não fosse estes!....

Veja 1549 de 03/06/1998, pp. 30/31
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Mais panfletagem tucana. Até São Pedro é acusado de anti moderno por estar castigando o Nordeste com a falta de chuvas – o que em tese da Revista é bom para o PT. Esse São Pedro é mesmo um fracassomaníaco.

Veja 1545 de 06/05/1998, pp. 50-53
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Os negros, segundo o Presidente
Comentário:
Veja comenta livro do Presidente. Mais magnificência. O “Príncipe” é o “Príncipe!” Isso é que é Presidente!

Veja 1545 de 06/05/1998, pp. 34/35
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Trombada no PT
Comentário:
O PT faz água. Os radicais do PT do Rio querem impedir uma aliança com Brizola. E tome-lhe desânimo no eleitorado petista.



Escrito por Almeida às 22h40
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Veja 1545 de 06/05/1998, pp. 26-33
Palavra-chave: PT
Título da matéria: O fantasma da fome
Comentário:
Em que pese a realidade dos fatos nem sempre tão presente como faz ver a Revista; mas inegavelmente quase sempre presente como bem o demonstra a reportagem traz de cara o nome de Vicente Paula da Silva – O Vicentinho – ligado ao PT e sobre histórias de saques, uma radicalização, coisa que a direitona, parte dela dispersa na classe média morre de pavor. Como nada na Veja deixa de ter um objetivo fica a pergunta: por que relacionar Vicentinho ao saques, mesmo que, “piedosamente” reconheça um momento de desespero?.
Independente de críticas ou elogios de FHC bonzinho ou não e, claro, nas comparações, “nem Lula” nem FHC haviam aparecido no teatro da fome levantado por Veja.

Veja 1545 de 06/05/1998, pp. 24/25
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
E tome-lhe FHC. O “Magnífico” no subtítulo “Céu”, um convite para apresentação de trabalho  conjuntamente com Bill Clinton (Uau, aliás Wow!); em mais um assunto, “Nova safra” o Magistrado legislando até sobre a purificação do PT; Em “O inigualável” nem Serra nem Jereissatti na coordenação política – não estão à altura – sobrou para o “coitadinho”.

Veja 1545 de 06/05/1998, pp. 11-15
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: FHC tem de mudar
Comentário:
A entrevista com Antonio Brito é a famosa cajadada pra matar dois coelhos de uma só vez. Promoção do próprio ao Governo do Rio Grande do Sul, isolando de vez os dois maiores adversários do estamento: Lula e Brizola. E ao mesmo tempo, promoção ao “Príncipe” com críticas de “mentirinha”. No PT o cacete canta o tempo inteiro.

Veja 1532 de 04/02/1998, p. 75
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Conversa fácil
Comentário:
Ode à privataria sob a batuta do tanque de guerra Serjão.

 Veja 1532 de 04/02/1998, pp. 20/21
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Mal-estar na casa das leis
Comentário:
A Veja passa pito no Ministro do Supremo Sepúlveda Pertence por supostamente estar cedendo às cantadas de Lula para ser candidato a Presidente. Onde já se viu? Atrapalhar o projeto de permanência do “Príncipe?”

Veja 1532 de 04/02/1998, pp. 18/19
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
O panfleto de FHC redigido pelo jornalista Ancelmo Góis ganha força ao mostrar mais uma pesquisa sobre quem atrapalha mais o Brasil. Campeões, Maluf e Quércia com 46% cada; Lula vem a seguir com 45%; depois Mário Covas com 36% (demonstra o trabalho de dissuasão da mídia feito em cima do nome do tucano indesejado). Ao contrário, quando o assunto é quem mais ajuda advinha quem aparece em primeiro disparado na frente com 66%?....

Veja 1520 de 05/11/1997, p. 104
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Mãos pequenas
Comentário:
Reportagem sobre a tentativa da primeira dama em mostrar números encorajadores sobre as chagas sociais do Brasil, aquilo que Serjão chamou de masturbação sociológica. Fala sobre os programas de distribuição de renda inclusive no bolsa-família reconhecendo-lhe a paternidade ao PT, apesar de nada falar sobre o Senador Eduardo Suplicy.

Veja 1520 de 05/11/1997, pp. 98/99
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: A czarina modernete de Brasília
Comentário:
Tietagem – e só isso – da mais brega possível com a esposa do Ministro da Fazenda o tucano Pedro Malan. Que é que aconteceu aqui?

Veja 1520 de 05/11/1997, pp. 26-33
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Choque de realidade
Comentário:
Na reportagem o tremor sofrido pelas ondas de urubus saltitando de país em país em busca de mais carniça. Os tigres é quem mais balançam, mas é no México e no Brasil que a coisa pega. Lá, com medo da turma do sul romper a barreira do Rio Grande, a providência é imediata; cá, nem tanto. Essas velhinhas do Kentucky (agora assumidamente lobos maus) não têm coração. Numa única semana detonaram nossa bolsa em menos 31%!...

Veja 1520 de 05/11/1997, pp. 22/23
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Na coluna inteira é só FHC. Sem mais delongas. Rasgamento de seda do começo ao fim

Veja 1518 de 22/10/1997, pp. 118/119
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Invasão de dólares
Comentário:
Saudações aos investidores estrangeiros (?) – as velhinhas do Kentucky de Arnaldo Jabor (ou será o Lobo querendo comer Chapeuzinho Vermelho?). Oh, que mundo maravilhoso esse mundo de “modernidade” tucana!

Veja 1518 de 22/10/1997, pp. 102-108
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Em busca da cura paga
Comentário:
O maravilhoso mundo da tecnologia de cura do “Primeiro Mundo” (leia-se EUA). E o Brasil (o deles) está cada vez mais parecido com os States. Óbvio, a classe média (que ainda resiste) só buscou a cara e glamourosa medicina paga “por culpa” do Governo.

Veja 1518 de 22/10/1997, pp. 74-78
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Até que não vai mal
Comentário:
O mar-de-rosas da classe média (a que ainda consegue manter o emprego ou os clientes) destes tempos de “modernidade” tucana. Claro, sempre haverá os “neo-bobos”, “fracassomaníacos” pra encher saco.

Veja 1518 de 22/10/1997, pp. 28-32
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: O jogo está apenas começando
Comentário:
O deslumbrado “Príncipe” diante do “augustulus” Bill durante a visita deste ao Brasil. Problemas de relacionamento? Que problemas? Essa coisa do Brasil abrir as pernas é coisa do passado. Elas se já mantém abertas mesmo. E tome-lhe puxa-saquismo com algumas supostas histórias sérias como quebra-quebra na Argentina.

Veja 1518 de 22/10/1997, pp. 24/25
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Em “Quarteladas” Ancelmo Góis discorre como o “Magnifíco” interveio em favor do narco-Presidente da Colômbia. Salomonicamente FHC está distribuindo os cargos nas “Agências” – na verdade quarteladas dos piratas da privataria. Em “Dilema” o tucano-problema Mario Covas é a dor de cabeça do “Príncipe” em São Paulo. Pra variar uma alfinetada de leve em Itamar ao associar a morte de um sem-terra em fazenda do futuro genro do Ex-presidente ao nome do próprio.

Veja 1518 de 22/10/1997, pp. 09-11
Palavra-chave: Tucanos e Delfim Neto
Título da matéria: A cenoura e o porrete
Comentário:
A entrevista com ex-czar da economia nacional é de fato uma masturbação ideológica “da direita” onde o direitista da oposição Delfim Neto se sente conformado com a possibilidade de mais quatro anos para o “esquerdista” Fernando Henrique Cardoso.



Escrito por Almeida às 22h39
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Veja 1514 de 24/09/1997, pp. 32-36
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: O Governador dá o troco ao Presidente
Comentário:
Sobre a afirmação de Covas de dizer que não era candidato à reeleição ao Governo de São Paulo. O calafrio na direitona foi por que, além de Covas não ser exatamente o figurino encontrado em FHC – tinha umas manias de se aliar ao PT ao menor sinal de um ficar e o outro ir ao segundo turno – a atitude de Covas pode ser um presságio de que ele não será candidato para também se lançar na sucessão presidencial o que significaria confusão no poleiro tucano.
A “crise”, no entanto, foi de tiros de festim pra enganar os bobos.

Veja 1513 de 17/09/1997, pp. 13-17
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Alguém tem de gritar
Comentário:
Entrevista de Antonio Ermírio de Morais onde o mesmo posa de retórico esquerdista “contra” o Governo FHC. Apesar das “contrariedades” nas entrelinhas vê-se que o empresário numa decisão entre FHC e outro teria a resposta na ponta da língua: FHC. Bla-bla-blá pra boi dormir.

Veja 1511 de 03/09/1997, p. 32
Palavra-chave: Tucanos vs. Collor
Título da matéria: Laudo da dúvida
Comentário:
Ao reboque da matéria anterior – Prisioneiro do mito – mais uma de enorme apelo popular qual seja as dúvidas pairando sobre o laudo da morte de PC Farias onde todos sabem que o silenciaram mas não interessa a muita gente que isso venha à tona. E mais. Um atentado a Xuxa – a “rainha dos baixinhos”. Haja memória boa pra se lembrar mais de uns míseros reais numa campanha tucana...

Veja 1511 de 03/09/1997, pp. 30/31
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Prisioneiro do mito
Comentário:
É curioso como a Revista transita de uma matéria sobre corrupção no tucanato (Um sócio chapa-branca no desastre) a uma outra de fortíssimo apelo popular, contudo, que nada tem a ver com a primeira. Trata-se de reportagem sobre o Bandido da Luz Vermelha, personagem satanizado pela mídia 30 anos atrás e que aqui comparece para dar seu testemunho e sacrifício em nome da sagrada causa do esquecimento ou no mínimo do mascaramento de safadezes.

Veja 1511 de 03/09/1997, pp. 28-30
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Um sócio chapa-branca no desastre
Comentário:
A publicação “faz a parte dela” no assunto ao “denunciar” as maracutaias que envolve a Construtora Encol e o Banco do Brasil – de Collor a FHC. A empresa foi à falência deixando meio mundo de gente sem o sonhado apartamento. A curiosidade é que a empresa, segundo a Veja, contribuiu para as campanhas de Collor e de FHC, porém, somente aparecem valores referentes às doações a Collor/PC Farias. Ao esquema Serjão/FHC, apenas referência.

Veja 1511 de 03/09/1997, pp. 24/25
Palavra-chave: Tucanos vs.Collor
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
A maldição collorida é contagiosa. Em “Que luxo!” até o humorista Chico Anísio cai no pau. Ancelmo Góis coloca lá, em tom de insinuação vaga, que o casal Chico e Zélia Cardoso de Melo (Ex-ministra de Collor) estão morando num apartamento supostamente aquém das suas possibilidade em Nova York.

Veja 1507 de 06/08/1997, pp. 66-71
Palavra-chave: Governo FHC e Privataria
Título da matéria: Sujeira sob o tapete
Comentário:
Reportagem na linha de justificativa para a entrega do patrimônio público a qualquer custo como forma de acabar com a corrupção. É a lógica de que, se há marimbondos na árvore, derruba-se a dita árvore que secularmente vem dando sombra, flores e frutos para acabar com os marimbondos.

Veja 1507 de 06/08/1997, pp. 32-34
Palavra-chave: PT
Título da matéria: A esquerda festeja seu herói
Comentário:
Registro da passagem do dissidente da direitona enferrujada mexicana Cuauhtémoc Cardenas pelo Fórum de São Paulo, dessas reuniões de líderes onde nada se diz; nada se ouve; e muito menos se decide, mas que diante do peso dos participantes é sempre saudada como o momento da virada de alguma coisa. Sobre o PT e seus membros, organizadores, praticamente nada.

Veja 1507 de 06/08/1997, pp. 30/31
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Uma casa no campo
Comentário:
Bla-bla-blá sobre as férias do “Príncipe”.

Veja 1507 de 06/08/1997, pp. 26-28
Palavra-chave: Tucanos do Nordeste
Título da matéria: Enfim derrotados
Comentário:
Matéria sobre a rebelião de policiais cearenses, devidamente contida pelo Governador Tasso Jereissatti.
Sem questionamento do porquê de uma corporação tipicamente disciplinada correr tal risco – e que risco – dentre os quais a perda do emprego; mas, diante do que representa até com ameaça de morte.
Nada sobre os bicos feitos por membros da corporação pra sobreviver etc etc.

Veja 1498 de 04/06/1997, p. 123
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Na rota da Luz
Comentário:
Mais elogios à política tucana relacionando à privataria – no caso específico da CEMIG – e elogios a Daniel Dantas.

Veja 1498 de 04/06/1997, 64
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Nova República
Comentário:
Elogio à política de “austeridade” tucana ao mostrar dois Ministros – Nelson Jobim e José Serra – dividindo o mesmo cômodo em Brasília para “não onerar o Estado”.

Veja 1498 de 04/06/1997, pp. 32/33
Palavra-chave: Tucanos vs PT
Título da matéria: Pororoca de escândalos
Comentário:
A revista busca “focar” o escandalódromo da compra de votos pela tucanagem durante a “Emenda da Reeleição” no Governador do Amazonas, Amazonino Mendes; se isenta, ao apresentar de forma asséptica uns míseros gatos pingados a protestar contra FHC; e sai de fininho batendo duro... Agora sim, em Lula e na suposta corrupção do PT, de Lula e de um empresário.

Veja 1496 de 21/05/1997, pp. 118-120
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: O Brasil disse não
Comentário:
O “Príncipe”, altaneiro como de hábito, disse não ao Grande Irmão sobre a Alca. Ao não ser que...

Veja 1496 de 21/05/1997, pp. 34/35
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: No meio do caminho tinha uma pedra
Comentário:
Na matéria, perplexidade total no Reino de Avilã: houve(?)  compra de votos pra reeleger o “Príncipe” e... bem... mas tem um “operário” querendo de novo chegar e isso não pode. E nada melhor pra resolver certas questões éticas que a ameaça de um “operário”. Limpa o sangue; traz a banda, recria a festa e na manhã seguinte ninguém mais lembrará disto.

Veja 1496 de 21/05/1997, pp. 30-33
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Os donos da selva
Comentário:
Uma segunda denúncia é feita em seguida à da compra de votos, desta feita, contra bagrinhos, os governadores do Amazonas e do Acre, Amazonino Mendes e Orleir Cameli, respectivamente. Aqui não existem meias palavras. A Revista é contundente, quase usa uma moto serra nos “canalhas”. Para legitimar a matéria participações como a do grão-tucano Arthur Virgilio e até a petista Marina Silva além de citações à memória de Chico Mendes.

Veja 1496 de 21/05/1997, pp. 22-29
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: A verdade dos falastrões
Comentário:
A reportagem baseia-se em denúncia feita pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo sobre o conteúdo de conversas telefônicas onde o Deputado Federal Ronivon Santiago diz ser Serjão o pagador de 200 mil reais para deputados que votem pela reeleição de FHC. Ronivon renunciou ao mandato; o Governo FHC “agiu” e a imprensa se aquietou.



Escrito por Almeida às 22h38
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Veja 1496 de 21/05/1997, p. 21
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Ancelmo Góis publica resultado de pesquisa confirmando a intensa propaganda associativa da hipotética paternidade do Real a FHC: 57% tem certeza que foi FHC; 10% acham que foi Itamar e 26% não sabem responder.

Veja 1490 de 09/04/1997, pp. 52-57
Palavra-chave: Governo FHC e Neoliberalismo
Título da matéria: Os tigres de bengala
Comentário:
Registro sobre o primeiro espasmo pós neoliberalismo: a crise nos chamados tigres asiáticos, nações que formaram um cinturão ao entorno do comunismo chinês e russo pra deter a “anomalia”. Gozaram elas de incentivos americanos os mais generosos possíveis; claro, souberam muito bem administrar tais incentivos, só que o fim da polaridade mudou alguma coisa e a conta está chegando oito anos depois que o Muro caiu. Mas não vai ficar só aqui.

Veja 1490 de 09/04/1997, pp. 28/29
Palavra-chave: Mario Covas
Título da matéria: Chefia e confusão
Comentário:
Na ânsia da manutenção do “foco” FHC até o grão-tucano Mário Covas apanha. Alfinetadas por não evitar massacre promovido por um dos policiais da força de São Paulo. É que Covas, legitimamente sempre sonhou em chegar à Presidência da República e “andou arrastando a asa para querer ser o candidato do partido.”

Veja 1490 de 09/04/1997, 13
Palavra-chave: Tucanos vs. Itamar
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Em “Xô solidão” Ancelmo Góis escarnece do ex-presidente que, segundo o cronista, anda com quatro amigos a tiracolo com medo de ficar sozinho.

Veja 1490 de 09/04/1997, pp. 08-11
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Reeleição é difícil
Comentário:
Na entrevista o “Príncipe” doura a pílula; provoca arrepios nos pobres coitados. Dos que trocem contra, “oba! Dessa não escapa.” Dos que torcem a favor, “ai, ai, ai, vamos à luta; não passarão!” Teatro puro. Já foi tudo acertado. O único com chances é o “operário” e este, uma campanha maciça de terror fará com que todo o mundo prefira – no mínimo – ficar onde está.

Veja 1486 de 12/03/1997, pp. 24-34
Palavra-chave: Tucanos vs. Maluf
Título da matéria: Wagner conta o que pode
Comentário:
Matéria sobre a CPI dos precatórios. Como todas as CPI, laboratório para hipocrisia, palanque para demagogia barata e frustração dos pobres diabos que teimam em acreditar em alguma coisa. Na linha de tiro da Revista os adversários de FHC na reeleição: Miguel Arraes, Celso Pitta, Prefeito de São Paulo e Paulo Maluf, Ex-Prefeito. Além deste um descartável – cordeiro bom para o sacrifício – Divaldo Suruagy de Alagoas e Gilberto Miranda, concorrente do grão-tucano Arthur Virgílio e Paulo Afonso Vieira, concorrente do sempre governo Jorge Bornhausen. O estilo é o de sempre: Semeia-se a suspeita; balança-se a árvore; e vê-se se caem alguns votos a mais.

Veja 1482 de 12/12/1997, pp. 52-56
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Entre a tela e a vida real
Comentário:
Reportagem sobre a influência da TV, especialmente das novelas no comportamento da sociedade brasileira. Obviamente que a estação mais citada é a Globo por motivos também óbvios. A reportagem escamoteia a verdade ao afirmar que a novela O Salvador da Pátria durante o processo eleitoral de 1989 foi adocicada no final para não coincidir com o momento político e apontar pra Lula. Não foi o que pareceu por que a finalidade do personagem na novela foi clara: desmascarar um possível bom mocismo e simplicidade de Lula. A reportagem também relega a um esquecimento – aliás, todos os trabalhos críticos sobre as novelas da Globo até agora também o fizeram – qual seja o do importante papel do “príncipe” deserdado do Reino de Avilã na novela Que rei sou eu?; tão importante que foi a única novela reprisada na história da Globo imediatamente após o fim de sua exibição normal, e em parte, pra manter a mente do eleitorado lembrado até o dia da eleição de que o “Salvador” não poderia ser nenhum pé rapado de Garanhuns e sim um filho do Rei – filhote da ditadura – mesmo que bastardo.

A novela Que Rei sou eu? foi ao ar quase um ano e meio antes das eleições de 1989 e ficou até a confirmação das candidaturas, antes de junho do mesmo ano. Retornou por menos de um mês possivelmente em fins de outubro até o desenlace do primeiro turno em 15 de novembro.
A novela era uma sátira bem apimentada, escrachada até, da situação vivida pelo Brasil em que a Rainha (Presidente José Sarney), supostamente teria chegado ao trono através de um golpe contra o Rei (Tancredo Neves?). Acompanhada de ministros extremamente corruptos se deixava influenciar facilmente e mesmo quando tinha alguma lucidez se sentia prisioneira do "esquema". Sua última cartada para se consolidar no poder foi criar um Plano Econômico (o Cruzado?) que já se iniciou sendo desrespeitado e nunca pegou bem, apenas servindo para que seus ministros ganhassem força e prestígio junto ao povo. O ministro (Dilson Funaro?) que o engendrou (o Plano) foi posto pra fora e depois encontrado morto numa vala onde os inquéritos nunca descobriram quem ou se mataram. O Príncipe revolucionário (Fernando Collor de Mello, na vida real apelidado por Leonel Brizola de "Filhote da Ditadura"), interpretado por Edson Celulari era o revolucionário que vencia a todos; aplicava pena branda a rainha e bania todos os corruptos do Reino. Claro, por se tratar de uma trama de reis e castelos houve também o salvamento da pobre princesinha sofredora.

Veja 1482 de 12/12/1997, pp. 28/29
Palavra-chave: Tucanos vs.Collor
Título da matéria: Luxo na Flórida
Comentário:
A matéria é uma espécie de espantalho à má assombração. Eleição presidencial pela frente; algum desgaste do “Príncipe”, quem sabe, né?
A Revista denuncia o marajanato dos parentes de Collor vivendo numa mansão na Flórida. Pronto! Vacina aplicada.
Vade retro satanas!

Veja 1482 de 12/12/1997, pp. 24-27
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Barba, cabelo e bigode
Comentário:
Na reportagem, a eleição de ACM para o Senado e a de Michel Temer para presidir a Câmara dos Deputados. Isso tudo depois de aprovada a Emenda da reeleição. Quanto ao assunto de certa lista de deputados do PPB com sigilo quebrado foi obra de um “bagrinho” que vai pagar o pato.
Miserável, quase estraga tudo!

Veja 1475 de 18/12/1996, p. 36
Palavra-chave: Governo FHC e Funcionalismo
Título da matéria: Mais falante que pensante
Comentário:
O “bombeiro” Presidente FHC busca apagar incêndio entre o Planalto e o STF no julgamento da reposição de 28,86% ao funcionalismo da União.

Veja 1475 de 18/12/1996, pp. 32-36
Palavra-chave: Governo FHC e corrupção
Título da matéria: Bruxaria no Palácio
Comentário:
Matéria sobre o disse-me-disse no Palácio do Planalto; sobre a batata quente jogada de um lado para o outro entre o Ministro da Coordenação Política, Luis Carlos Santos e o Secretário-Geral Eduardo Jorge. O objeto da confusão foi a quebra do sigilo bancário de deputados do PPB, segundo as insinuações, para intimidar os parlamentares a votar pela permanência do “Príncipe” por mais quatro anos, ou seja, na Emenda da Reeleição de FHC. Obviamente que tudo é mantido somente na base da falsa briguinha de comadres para que nada de fato venha a ser apurado.

Veja 1450 de 26/06/1996, pp. 44-47
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Caciques unidos no fiasco
Comentário:
Mesmo com alfinetadas de leve no tucanato palaciano a Veja não perdoa quando o assunto é reivindicação sindical: a porrada come solto. A Revista comenta em tom de celebração a “desmoralização” dos líderes sindicais – Vicentinho e a CUT ligada ao PT à frente – ao tentar reagir ao torniquete da globalização neoliberal de FHC.



Escrito por Almeida às 22h37
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Veja 1437 de 27/03/1996, pp. 66-68
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Astros na oposição
Comentário:
Tipo de matéria pra torcedor fanático bater na madeira três vezes; e o seu contrário cheio de boa-fé ou cabeça oca fazer masturbação política do tipo “agora ele cai”. Versa sobre o panorama “sombrio” pra FHC em 1996, segundo “os astros”. Aconteceria em 98 e não contra FHC, contra o Brasil inteiro que caiu da 10ª pra 14ª economia do mundo rapidinho.

Veja 1437 de 27/03/1996, p. 39
Palavra-chave: Governo FHC e Funcionários
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Em “O arrocho discreto do Governo” Comentário: sobre o drible de corpo do Governo FHC que economizou 2 bi apenas por ter atrasado em três meses o aumento do funcionalismo público federal. A moda pegou e assim ficou até além Governo FHC.

Veja 1437 de 27/03/1996, pp.30-32
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Foi dando que FHC recebeu
Comentário:
Matéria sobre o balcão de trocas (espúrias?) entre o Governo FHC e o Congresso para aprovar a Reforma da Previdência e enterrar a CPI dos bancos, cuja seria sobre o PROER e a falência (aparentemente fraudulenta) de várias instituições bancárias. Meramente noticiosa e até elogiosa às "habilidades" de FHC.

Veja 1433 de 28/02/1996, p. 23
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Ainda na coluna Radar um estímulo à ideologia do “Seja um desempregado; isso lhe traz felicidade” em “Pedindo pra sair”. Muitos pobres coitados acreditaram.

Veja 1433 de 28/02/1996, p. 23
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Céu de brigadeiro na corte emplumada segundo Ancelmo Góis. Em “Dorothéa, musa do protecionismo” crítica aos “dinossauros” da indústria nacional por se não adequarem aos “tempos modernos”; em “Melhorou a distribuição de renda”, mais elogios à modernidade tucanada; em “Dinheiro fácil”, mais elogios à modernidade emplumada ao afirmar que yuppies americanos (de Miami e Caiman via Banestado, talvez) estejam preferindo trazer seu dinheiro para o Brasil. São as “velhinhas do Kentucky” tão apregoadas por Arnaldo Jabor na rede Globo para justificar a privataria de FHC. Pequenas fisgadas na oposição em “Fantasmas de volta e O Reizinho do Nordeste”.

Veja 1433 de 28/02/1996, p. 22
Palavra-chave: Tucanos vs. Itamar
Título da matéria: Tempo Perdido
Comentário:
Lamenta os resultados pífios da viagem do Presidente FHC ao México creditando os maus resultados a supostas descortesias mexicanas, livrando assim a cara do “Príncipe.”
Aproveita para desqualificar o ex-Presidente Itamar Franco que, com Justiça aproveitou o momento para avocar para si a autoria do Real, num momento em que a mídia, inclusive Veja já tenta creditar o programa econômico apenas a FHC – apenas um dos ministros da Fazenda no período de confecção do plano.

Veja 1430 de 07/02/1996, pp. 86/87
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: O dólar fica na mesma
Comentário:
Mais uma reportagem acrítica ao alçapão tucano. A matéria elogia a queda dos juros de “2,57%” pra “2,31%”. Mas tudo bem. O real vale igual ao dólar, em média.

Veja 1430 de 07/02/1996, pp.32/33
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: A hora é pra arriscar
Comentário:
A velha cantilena: “seja dono de seu próprio negócio”. A honestidade da matéria está em reconhecer nas entrelinhas de que se trata de uma loteria: é preciso muita sorte e haja cálculo de probabilidade.

Veja 1430 de 07/02/1996, pp. 20-25
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: O que está acontecendo com seu emprego
Comentário:
Um exemplo bem acabado da linguagem da era tucana do tudo falar para nada dizer. Em resumo, a conclusão de que quem não conseguiu emprego é porque é um incapaz. O sistema é perfeito para os “competentes”. A reportagem chega a por em dúvida se existe desemprego. Propaganda do Governo tucano; nem tão disfarçada assim. Mensagem B. O. (Boa pra Otário).

Veja 1429 de 31/01/1996, pp. 26/27
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Governo cor-de-rosa
Comentário:
Reportagem levanta a bola pra Vitor Buaiz, Governador do Espírito Santo pelo PT por se ter rebelado contra a cartilha estatizante de seu próprio partido. Clara exortação à desunião partidária.  Buaiz comeu a corda e se aniquilou politicamente.

Veja 1429 de 31/01/1996, pp. 07-10
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Uma pedra no sapato - Entrevista
Comentário:
Enaltece possível colaboração de Vicentinho (Deputado Federal Vicente de Paula da Silva) com o Governo FHC nas reformas da Previdência em contraposição ao PT, do qual Vicentinho faz parte, conduzindo-o e deixando entreve-lo como o sindicalista “moderno”.

Veja 1429 de 31/01/1996, pp. 20-25
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: O tucano voa mais alto
Comentário:
Enaltece as viagens de FHC, 11 até então (um ano de gestão), e compara com Collor, 3 anos de governo e 8 viagens; e Itamar, dois anos e 3 viagens.
Flagrante toque bajulatório no 3 parágrafo da matéria: “Na realidade FHC viaja mais que seus antecessores porque tem uma boa folha de serviços a mostrar.”
No início do Governo.

Veja 1415 de 25/10/1995, pp. 54-56
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Tudo pelo bê-á-bá
Comentário:
Matéria levanta a bola pro Ministro da Educação Paulo Renato.

Veja 1415 de 25/10/1995, pp. 34-39
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Lula enfrenta o Vácuo
Comentário:
Mais um raro caso de matéria ELOGIOSA ao PT ou Lula na Veja, talvez motivada pelo vácuo de “perigo” de fortalecimento do “Sapo Barbudo”, comunista e comedor de criancinhas, contra a “nobreza” do tucanato e seu representante-mor. A matéria mostra uma “oposição civilizada”; certo distanciamento do PT histórico... Quase um “Lulinha paz e amor”.

Veja 1413 de 11/10/1995, pp. 106/107
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Torre de Babel
Comentário:
Discussão entre o economista Ministro da Saúde José Serra e o Ministro da Fazenda Pedro Malan sobre como entregar o patrimônio do povo. Aberta a temporada de privataria explícita.

Veja 1413 de 11/10/1995, pp. 34-38
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Cotidiano de alma leve
Comentário:
Ufa! Até que enfim a Veja aterrisou. Na matéria muito bla-bla-blá e loas e loas ao “Príncipe”. Foi só um susto. A Terra voltou ao seu eixo.

Veja 1412 de 04/10/1995, p. 43
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Dois assuntos: “Manifesto pro-Collor 98” e “Reeleição não empolga” matérias feitas pra sondagem

Veja 1412 de 04/10/1995, pp. 38-40
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Entregando o peixe
Comentário:
Matéria jornalística sobre o programa Comunidade Solidária da primeira dama Ruth Cardoso. No corpo da matéria tem até acusação de nepotismo de FHC... Tucanos apanhando na Veja?... Mas o que é que está acontecendo?



Escrito por Almeida às 22h29
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Veja 1412 de 04/10/1995, pp. 34-36
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Vagas em marcha-ré
Comentário:
É, parece que passado o perigo da eleição do “operário”, a Veja volta a fazer jornalismo, inclusive mostrando as mazelas do Governo tucano. O título é auto-explicativo.

Veja 1408 de 06/09/1995, p. 44
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Em “Jose Dirceu pagou o pato”, Ancelmo Góis relata que a estrela do PT foi às lágrimas ao ser acusado por companheiros de ter embolsado para uso próprio, dinheiro da Odebrecht, cujo fora doado para campanha de Lula. O dinheiro foi para a conta de Dirceu para evitar a associação do nome do presidenciável com a Construtora baiana, envolvida em várias denúncias de falcatruas com as contas públicas ao longo do período democrático pós-1964.
Já era o Caixa 2 e ninguém reclamou.

Veja 1408 de 06/09/1995, pp. 30-42
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Araponga terrorista
Comentário:
Há alguma coisa errada com o Rei.
Veja sai com matéria em ataque frontal ao governo tucano. A denúncia é de espionagem, mas as pancadas não param por aí. Na reportagem complementar e seguinte, “O porão do Fisco”, ataques à metodologia usada pela Receita pra pegar contrabandos. Para não ficar somente ai na “demolição” lacerdista, mais duas reportagens com tudo a ver: “Executados, torturados e humilhados” sobre problemas de tortura e mortes de sem-terras em Rondônia; e “Conta generosa”, veneno sobre possível corrupção no Banco do Brasil. Ufa!
Que é que houve? Tucano apanhando? Que foi isso?

Veja 1402 de 26/07/1998, p. 104
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Os asiáticos levam tudo
Comentário:
Pancadaria em cima dos “dinossauros” anti “modernidade” do Brasil. À frente das cacetadas, CUT, PT etc. os “neo-bobos” “fracassomaníacos”. O principal da matéria, contudo, é sobre a venda da última fábrica de aparelhos de TV nos Estados Unidos (Zenith, Glenview, Illinois, 3ª no ranking americano)

Veja 1402 de 26/07/1998, pp. 36-38
Palavra-chave: Tucanos vs.Itamar
Título da matéria: Faltou diplomacia
Comentário:
A Veja continua vendendo Itamar como o trapalhão. Esta matéria, no estilo: "Itamar, nunca mais” é uma verdadeira fritura do futuro candidato ao retorno ao Palácio do Planalto, acerto implícito quando o mesmo se deixou eclipsar pelo seu então Ministro da Fazenda a ponto de dividir os louros e por isso depois ser esquecido, do lançamento do Plano Real.
Na matéria, Itamar, então embaixador em Portugal é censurado por fazer críticas ao governo do “Príncipe”. “Que grosseirão!”

Veja 1398 de 28/06/1998, pp. 32-41
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Aniversário com festa e preocupação
Comentário:
O Plano salvador começa a fazer água. Os ajustes necessários são protelados porque o “Príncipe” precisa continuar a reinar e não pode desmoralizar o plano eleitoral. Vem uma reeleição pela frente – um instituto totalmente estranho à história republicana nacional. Os juros ao consumidor batem nos 150% numa época em que se diz que a inflação está próxima de zero. Tem gente vendendo TV, geladeira, carro... tudo pra se livrar dos papagaios adquiridos no momento do orgasmo econômico do quase “primeiro mundo”. A conta da farra começa a chegar.

Veja 1392 de 17/05/1995, p. 47
Palavra-chave: Tucanos vs. Itamar
Título da matéria: O embaixador pendular
Comentário:
Abordagem ridicularizante do Ex-presidente Itamar Franco, agora Embaixador e suas “inconstâncias” estigmatizando de no mínimo um “folclórico”.

Veja 1392 de 17/05/1995, pp. 30-37
Palavra-chave: PT
Título da matéria: A turma do calote
Comentário:
O Partido dos Trabalhadores serve aqui, pela enésima vez para confrontar a falta de ética e de vergonha de caloteiros ligados à chamada bancada ruralista, remanescentes do feudalismo que dois séculos depois ainda resistem no Brasil. A estratégia é excelente. Expõem-se os “ruralistas” e o PT como seu adversário. Enquanto isso os magistrados da direitona “light” cuida de apagar possíveis incêndios e trazer o último grupo pra junto de si na hora da decisão. Grosso modo falando é a burguesia usando a comuna contra a nobreza e, quando conveniente se aliando ao que restou desta contra a comuna.

Veja 1388 de 19/04/1995, pp. 34/35
Palavra-chave: Governo FHC
Título da matéria: Serviço de Chino
Comentário:
Matéria sobre a reeleição no Peru por parte do “prodigioso” Alberto Fujimori. Uma deixa pra aventuras em terras tupiniquins?
A matéria analisa o “sucesso” que varreu a América Latina nos anos 90. Depois viria a tsunami derrubando homens entre outros animais.

Veja 1388 de 19/04/1995, pp.26-30
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Fermento do Vice
Comentário:
Mal o “Príncipe” sai em visita ao patrão e seu vice Marco Maciel já se vê às voltas com a “gentalha” do PT. O tal de Paim de novo com a tal história do salário mínimo. Essa gente não se emenda. Enquanto isso, os vencedores sem a “gentalha” atrás entra em franco marasmo. Oooh! Como é chata essa vida de rico; não acontece nada.

Veja 1388 de 19/04/1995, pp. 20-23
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: A força do mais rico
Comentário:
O herói da direitona nacional viaja ao paraíso da direitona mundial para o tradicional beija-mão ao “grande-irmão” do norte. Bla-bla-blá e bla-bla-blá. No Brasil os “neo-chatos”, “neo-bobos”, “neo-retrô” “fracassomaníacos” continuam a reclamar e a querer por areia no jogo. Que gentalha mais chata! Como pobre incomoda! Quanto ao herói na metrópole... Que maestria! Fala a língua do patrão tão bem. Como é preparado!

Veja 1382 de 08/03/1995, pp. 20-23
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Na fila do emprego
Comentário:
Reportagem qualifica políticos de espertalhões, interesseiros, estabanados enquanto tece elogios à nobreza de comportamento do PFL e isenta o Presidente da República de qualquer crítica. Ainda não usa o termo “de teflon”, expressão que será usada durante boa parte dos oitos anos de mandato de FHC.

Veja 1356 de 07/09/1994, pp.36/37
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: O assessor secreto
Comentário:
Mais do pacote de “New York”: O candidato “moderno” tem um assessor secreto que foi coordenador da campanha do atual titular na terra do patrão. Ótimo pro “gado” eleitoral. O consenso fabricado(*) segue em frente.
(*) Expressão usada e título de obra por Noam Chomsky)

Veja 1356 de 07/09/1994, pp.30-35
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: A queda patética do grande eleitor de FHC
Comentário:
Oooh! Pegaram o Ministro Rubens Ricúpero dizendo o que não era pra ser dito; apenas feito; e se dito não deveria ser ouvido. Ocorre que a tecnologia traiu o pouco malicioso Ricúpero. Tudo que ele disse, que “o que é bom a gente fatura; e o que ruim a gente esconde” é apenas a prática corriqueira na política e na impren$a aliada.
Mas não foi nada além de tolas especulações. Dos torcedores boa-fè de FHC por terem ficado em suspense “e agora?”; e dos torcedores de Lula: “agora ele se lascou!”. O único que pagou o pato foi o mesmo Ricupero, excelente profissional de Estado, com larga folha de também excelentes serviços prestados, antes e depois.
Quando o cavalo está carregado de açúcar até o rabo fica doce. Nada pegou em FHC – até mesmo porque não era pra pegar. O homem já era considerado Presidente pela direitona antes mesmo de oficialmente ser candidato.



Escrito por Almeida às 22h28
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Veja 1353 de 17/08/1994, p. 96
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: O segredo dos radares
Comentário:
A reportagem, que fala da vitória da concorrência americana para a implantação do SIVAM não parece contar todo o “segredo” já que na própria é admitido que o valor é quatro vezes mais caro do que seria no normal se conseguido em outras fontes. A reportagem pára por aí.

Pra refrescar a memória, em 05/10/1992 FHC foi nomeado Ministro das Relações Exteriores; no início de 1993, a imprensa no Brasil teceu comentários os mais irados sobre uma invasão do espaço brasileiro na região das Guianas por forças americanas, demonstrando assim a completa vulnerabilidade de nossas fronteiras.
A revista IstoÉ na matéria “O conto do buscapé” de 24/02/1993 desqualifica, quase ridiculariza os esforços das Forças armadas em desenvolver um foguete nacional .
Em 21 de maio de 1993 Fernando Henrique é nomeado para o Ministério da Fazenda e em 1° de julho de 1994, mesmo que oficialmente não exercendo nenhum cargo aparece como se fora o Ministro da Fazenda com o Real salvador.

Veja 1353 de 17/08/1994, pp.94-96
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Os dólares sobraram na praça
Comentário:
Isso é que País! Isso é que é Presidente, esse FHC, oh, FHC ainda não! Ainda é o... o... de Ouro Preto. O Real é mais “forte” que o dólar. Somos primeiro mundo. Podemos agora comprar todas as quinquilharias possíveis. Conta depois? Que conta? Eu te conheço?

Veja 1353 de 17/08/1994, p. 43
Palavra-chave: Governo Itamar (Projeto tucano?)
Título da matéria: Coluna
Comentário:
Em “O neoliberal de Juiz de fora”, por uma questão de elegância e como também não custa nada, de vez em quando alguém lembra do ainda de fato Presidente Itamar Franco, inclusive que é ele e não o Ministro candidato, o pai do Real. Que tolice!

Veja 1353 de 17/08/1994, pp. 34-36
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: No centro do palco
Comentário:
Serjão, o sócio de FHC na fazenda de 400 mil dólares comanda. Eduardo Jorge, o homem da arrecadação ajuda. O time das “Nossas Meninas” está em campo com uma mãozinha da jornalista Ana Tavares. Os acertos estão todos fechados. Tem um montão de telefônicas para ser repassado a troco de banana; o filé da energia – as distribuidoras – também. As bandas de telefonia celular estão cheia de interessados... Que mundão maravilhoso vem por aí.

Veja 1353 de 17/08/1994, pp.30-32
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Reviravolta total
Comentário:
Como matéria de capa intitulada “A infância de um vencedor”, a Revista busca mostrar a origem de cada candidato, onde “cada um dá o que tem”. O perfeito “candidato classe média”, o “Príncipe” acaba de abater a popularidade do “operário”, que apesar de lutador, porém, é um “despreparado”.
O País está salvo do vexame.

Veja 1351 de 03/08/1994, pp. 60-63
Palavra-chave: PT e Tucanos
Título da matéria: Sem choro nem escândalo
Comentário:
Seria somente uma grande reportagem se não fosse o insinuante conteúdo. A reportagem leva o leitor direto para a fonte. Onde foi gestado o “operário” que agora quer ser Presidente. O enredo é a mortalidade infantil onde Andréa Barros disseca com maestria sobre costumes pré-cabralinos do pouco caso das mães interioranas - herança indígena - do Nordeste com as mortes dos “anjinhos.” Segue-lhe um rosário de problemas pertinentes à miséria nos sertões do Semi-árido, tão bem contado por João Cabral de Melo Neto. Explicitamente fica o problema; implicitamente, está chegando a redenção.
Repetimos: Quando o cavalo está carregado de açúcar, até o rabo é doce.

Veja 1351 de 03/08/1994, p. 43
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
O Ancelmo Góis aqui está insuperável. O clima é o do "Ah! What a worderful world”. E se a gente acordar? Chega a escorrer o mel. Ou melhor, esvoaçar penugens.

Veja 1351 de 03/08/1994, pp. 40/41
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Opiniões fortes
Comentário:
E lá vem a breguice tupiniquim (ou seria tapuia?) dos nobres de festim: O charme da Primeira Dama (sem dúvida alguma o será): “ela é quase uma Jackie Kennedy.” “Aliás... Aliás, FHC, não é assim uma sigla com o charme de... de JFK, por exemplo?”

Veja 1351 de 03/08/1994, pp. 36/37
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Na linha de tiro
Comentário:
Pra garantir a chapa puro sangue uma providencial denúncia: o candidato a Vice de FHC, Guilherme Palmeira (AL), está sendo acusado de tráfico de influência. A divulgação de certas matérias segue um rito rigoroso para não contaminar no lado errado. Em assim sendo, entra em cena o Vice dos sonhos das elites: o refinado e fininho Marco Maciel. Chapa puro sangue. Montado no Real que se revelará algum tempo depois não tão real assim, a nobreza tupiniquim cavalga rumo ao Olimpo que é o lugar dos deuses.

Veja 1351 de 03/08/1994, pp. 28/35
Palavra-chave: FHC vs Lula
Título da matéria: O laboratório dos candidatos
Comentário:
Comparação com leve sotaque tucano dos dois candidatos: Lula e FHC. Com um mês de lançado o Real e sete meses depois da URV o consumo está nas alturas, o crédito embalado pela euforia, apesar dos juros escorchantes, o mercado vende como nunca. Brasil Tetra-campeão com todo o mundo de TV nova e colorida. Os celulares já ganham as ruas e a propaganda não deixa dúvida: estamos no tão propalado primeiro mundo. Poucos se recordam de que o Salário Mínimo é de 64 dólares. Com esse clima e mais leves sutilezas na Lei eleitoral essa tá no papo. Adeus, “operário”.

Veja 1301 de 18/08/1993, pp.42-51
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: A insuportável leveza da morte
Comentário:
A matéria fala da via-sacra nos corredores da morte dos hospitais públicos sem recursos, com super lotação e a escolha pelos médicos de quem deve ou não ser entregue à própria sorte, ou seja, ao perigo de morte. Assinada por Élio Gaspari, a matéria é isenta, contudo, pelo momento parece feita sob encomenda pra gerar discursos de como “salvar a pátria”.

Veja 1301 de 18/08/1993, p.29Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
A campanha indubitavelmente começou. No subtítulo do Radar, “FHC longe do Planalto”, Ancelmo Góis dá a dica do clima dos bastidores. E tome mais FHC na apresentação de problemas “que com certeza” serão resolvidos pelo super Ministro.

Veja 1301 de 18/08/1993, p. 26
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: O frango de Hong Kong 
Comentário:
Reportagem fala de suposta candidatura tucana à Presidência, abençoada pelo Planalto e com apoio de Fleury e Orestes Quércia (o mundo se resume a São Paulo). Obviamente que a carta na manga depois batizada de Real já existe e quatro meses depois ela será apresentada como o plano salvador... Contra o eternamente teimoso “barbudo operário”.
O título parece um contraponto à turma da Pequim, do ex-presidente Fernando Collor. De fato, porém, o esquema parece mesmo ter sido montado em Nova Iorque juntando o Ministro das Relações Exteriores e a turma da escola de Chicago.

Veja 1301 de 18/08/1993, pp. 24/25
Palavra-chave: Governo Itamar (e Projeto tucano?)
Título da matéria: Radares fardados
Comentário:
Apresentação do Projeto SIVAM à turma da caserna como um agrado pelo Presidente Itamar Franco.



Escrito por Almeida às 22h27
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Veja 1301 de 18/08/1993, p. 23
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Sonho: FHC e Itamar mudos
Comentário:
Apesar da reconhecida seriedade do cronista não parece que o mesmo quis de tão bom grado incluir FHC na lista; de qualquer forma, é matéria jornalística de qualidade e o tendenciosismo se faz, não pelo texto em si; mas pela complementariedade de que é vítima todo trabalho in adjutorium a outro tendencioso.

Veja 1301 de 18/08/1993, pp. 20-23
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Troca pré-datada em Brasília
Comentário:
O "Governo FHC" (antecipado, antes mesmo das eleições) toma corpo ao ser nomeado Pedro Malan para o Banco Central. O Ministro FHC faz visitas a flagelados no Nordeste e os cumprimenta nas frentes de trabalho, há mais de um ano das eleições.

Veja 1297 de 21/07/1993, p. 35
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
A coluna corre a defender a legalidade da aquisição de uma fazenda por FHC e Serjão, cuja vale 400 mil dólares. Na mesma coluna FHC também é “bonzinho” ao usar a Receita no caso Odebrecht estritamente dentro da Lei.

Veja 1297 de 21/07/1993, pp. 32/33
Palavra-chave: FHC e Maluf (Corrupção?)
Título da matéria: O esquema Pau-Brasil
Comentário:
A armação para descobrir maracutaias nas campanhas de Paulo Maluf com respingos em Ricardo Izar, Roberto Campos, Fábio Meirelles e Marcelino Machado. FHC lava as mãos e avisa que não envolverá a Receita Federal a ele subordinada nas investigações. Segundo a reportagem, o nome de FHC e José Serra aparecem com ligações suspeitas com desvios de recursos da estatal Cosipa para suas campanhas.

Veja 1297 de 21/07/1993, pp. 26-29
Palavra-chave: Governo Itamar (Projeto tucano?)
Título da matéria: Fardo insustentável
Comentário:
A degola do Ministro Maurício Corrêa continua. Dá de tudo pra queimar o Ministro, até acusações do mesmo ter recebido dinheiro da OLP. Claro, tudo é na base do disse-me disse ou seja, “o mudo falou, que o surdo ouviu o cego dizer, que viu o aleijado caminhar”.

Veja 1297 de 21/07/1993, pp. 18-20
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Ganhou mas não vai levar
Comentário:
O Super FHC mostra que com o reajuste do Salário mínimo aprovado pela Câmara um mês antes o País não funcionará. Diante do clamor até Aloísio Mercadante, economista-mor e parlamentar do PT cai de joelhos. A revista não chega a insinuar um mea culpa de Mercadante, mas senta a pua no PT. O Deputado Paulo Paim, autor da Lei é satanizado.

Veja 1294 de 30/06/1993, p. 85
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: O Doutor Winston frito
Comentário:
Vexame! Vergonha nacional. Um tucano de especial plumagem perdeu a vaga de professor na UFRJ para um petelho pé rapado. No concurso de professor titular o homem deu vexame. Logo ele, o segundo na hierarquia tucana da Fazenda (ou da Fazenda tucana?).

Veja 1294 de 30/06/1993, pp. 65/66
Palavra-chave: Governo Itamar (e Projeto tucano?)
Título da matéria: Beijoqueiro do Planalto
Comentário:
Até Itamar, antes a face da crise, agora já faz parte dos novos tempos. “Mesmo que meio folclórico”. É que o Presidente ataca de beijoqueiro distribuindo beijos – respeitosos – à mulherada, “preparando as veredas do Senhor” que criará no futuro o time das “Nossas Meninas”, plantel de jornalistas femininas deslumbradas “com o charme” do Príncipe (ou sapo?), e que mesmo independe de intere$$es outros lhe farão a corte nos vários jornais, revistas, toda a mídia, afinal. Muitas serão tragadas pelo vendaval da ressaca, quando os jornalões começarem a demitir pra valer com base nas “flexibilizações” trabalhistas tucanas e na “REALidade” de uma moeda sem lastro real.

Veja 1294 de 30/06/1993, pp. 56-63
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: A força de Chinochet
Comentário:
Fujimori , o Presidente que derrubou a inflação, colocou o terrorismo na cadeia, ganhou apoio popular “contra os políticos”... Nas entrelinhas, um exemplo a ser seguido pelo Super FHC. Pra temperar, o quadro “É pior esconder” mostra o lado sombrio “da Força”, que o Super FHC “não vai seguir”.

Veja 1294 de 30/06/1993, p. 35
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Elogios ao Super FHC, caçador de sonegadores, cobrador de caloteiros... Foi abatido por uma coxinha estragada, mas já está de volta ao batente.

Veja 1294 de 30/06/1993, pp. 24-29
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Sócios na bagunça
Comentário:
Agora que o piloto ideal assumiu, a mídia nacional, Veja, na primeira fila muda o foco do esporte de bater em político e “já descobriu” o nó górdio, onde está o “foco” do problema. Cai no pau velhos heróis como Quércia e Fleury e quem mais vier. Livre mesmo, apenas a “sapiência” tucana.

Veja 1294 de 30/06/1993, p. 22
Palavra-chave: FHC
Título da matéria: Decola, Ministro
Comentário:
Exortação de Veja ao seu Ministro da Fazenda o grão-tucano FHC agora entronizado no posto. Contra os “dinossauros”, “caipiras” e “neo-bobos” FHC vai tirar da cartola a magia de Alberto Fujimori e, não fosse a sobriedade dos que lhe sucederia talvez tivesse acabado como o ex-prodígio peruano: com pedido de prisão decretado.
No quadro, a Revista, apesar de relacionar o Ministro FHC ao fato ocorrido na Câmara e na suposta crise do Governo Itamar, o exime de “tudo isso que está aí”. Decola, Ministro! (Presidente de fato?)

Veja 1294 de 30/06/1993, pp. 20-22
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Os deputados pularam a fogueira
Comentário:
Matéria em que mostra a fraqueza do Governo Itamar e a “demagogia” do PT especialmente na pessoa do Deputado Paulo Paim, ao aprovar aumento para o salário mínimo e empurrar a “responsabilidade do veto” para o Governo.

Veja 1288 de 19/05/1993, p.37
Palavra-chave: Governo Itamar (e Projeto tucano?)
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
A coluna saúda o preparo mágico para o golpe branco em Itamar: Projeto (sequer diz de quê) de Prisco Viana regulamenta a eleição indireta para o caso de um impeachment (de Itamar, óbvio). Tá nas mãos dele; ele que o decida.

Veja 1288 de 19/05/1993, pp. 30-36
Palavra-chave: Governo Itamar (Projeto tucano?)
Título da matéria: O último da classe
Comentário:
A Revista vibra com os “edênicos” Plano Cavallo argentino – de Cavallo que depois quase acabou a Argentina - e o mexicano – que só não arrasou o México por causa do socorro americano com medo da invasão de miseráveis.. Mas, por enquanto, aquilo, sim, é que país bem governado. E pau nos “dinossauros” do Brasil e mais comparação: o paraíso chileno.

Veja 1288 de 19/05/1993, pp. 24-28
Palavra-chave: Governo Itamar (Projeto tucano?)
Título da matéria: O mendigo Eliseu
Comentário:
A Veja está a fim de derrubar mesmo o Ministro. E tome-lhe opiniões de queimação do Ministro da Fazenda. Substituto ideal à vista? Mas claro!

Veja 1288 de 19/05/1993, pp. 20-23
Palavra-chave: Governo Itamar (Projeto tucano?)
Título da matéria: A crise é maior que o Presidente
Comentário:
A Veja já arranjou uma crise de Governo para Itamar. Um certo “Instituto Pop” de pesquisas de São Paulo já identificou – em pesquisas em 10 capitais, sic - que “Itamar é o problema”. A Revista vai mais fundo na “çabedoria” (ou $abedoria?): A crise é Eliseu Resende



Escrito por Almeida às 22h26
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Veja 1287 de 12/05/1993, p. 28
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Nota baixa
Comentário:
Mais PT em baixa. Desta feita a matéria é para noticiar que o Tribunal de Contas do Município de São Paulo, cujo Município está sob a gestão de Paulo Maluf, rejeitou as contas da Prefeita Luiza Erundina.

Veja 1287 de 12/05/1993, pp. 26-28
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Marketing da fome
Comentário:
Matéria contundente e altamente melindrante. O subtítulo que vem acompanhado ao título já diz tudo: “Fingindo que não é candidato, Lula faz campanha no Nordeste USANDO A POBREZA para ganhar votos”

Veja 1287 de 12/05/1993, pp. 18-21
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Nasce um morto-vivo
Comentário:
Operação tucano em marcha. O terceiro Ministro da Fazenda de Itamar – apenas sete meses, e depois de Gustavo Krause e Paulo Haddad - Eliseu Resende é denunciado sobre praticar tráfico de influência com a Odebrecht.
A queimação vai continuar e ele vai cair

Veja 1284 de 21/04/1993, p. 35
Palavra-chave: Governo Itamar (e Projeto tucano?)
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
O Governo Itamar Franco sangra, menos de meio ano depois de tomar posse. Subtítulo: “Para empresários, Itamar é fraco”.

Veja 1281 de 31/03/1993, p. 33
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Veneno de mentirinha sem maiores conseqüências mas que dá um bom trocadilho sobre Lula ter que ceder sobre seu problema de vista. É que o líder político está sofrendo de problemas oculares e reluta em ir ao oftalmologista

Veja 1281 de 31/03/1993, p. 33
Palavra-chave: Governo Itamar (Projeto tucano?)
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Em “Cresce o bolo dos descontentes” o Governo Itamar já sangra. Do alto de sua autoridade ilibada ACM acusa o Governo de estar sem rumo e de estar cheio de corrupção. Mais de Itamar, sua popularidade caiu e  apenas 45% confiam nele.

Veja 1281 de 31/03/1993, p. 31
Palavra-chave: Governo Itamar (Projeto tucano?)
Título da matéria: Juiz de dentro
Comentário:
O presidente Itamar Franco, “o Gato de caça” – já que o cachorro foi escorraçado – “continua com suas trapalhadas”. Imagina que quer criar um TST em Juiz de Fora sua terra. Mesmo que exista um segundo no Estado de São Paulo, mas...

Veja 1281 de 31/03/1993, pp. 20-24
Palavra-chave: PT
Título da matéria: A boa lista de mas
Comentário:
Abrindo a edição uma entrevista, parte das muitas turbinadas dadas pela Revista na candidatura de Antonio Brito – o anti-Brizola e anti-PT – ao Governo do Rio Grande do Sul. Claro, por enquanto Brito é apenas o “excelente” administrador da sempre problemática Previdência Social, que “agora está de vento em popa, sem praticamente problema algum”.

Veja 1280 de 24/03/1993, pp.07-09
Palavra-chave: PT e Tucanos
Título da matéria: Itamar está perdido
Comentário:
No título a provocação ao dissenso com o Presidente da República não observado no corpo da entrevista, mais um raro exemplo de matéria elogiosa na Revista envolvendo Lula e/ou o PT. A entrevista equilibrada conduzida por André Petry trata sobre possível aliança de Lula com o PSDB para as eleições presidenciais de 1994, alegando possíveis dificuldades devido às alegações de Tasso Jereissati que está a criar caso em nome do parlamentarismo (não apoiado pelo PT). A resposta viria a seguir (Leia as observações abaixo).

Obs. Itamar Franco assumiu com o golpe (de Estado) branco dado pelo Congresso contra Fernando Collor em 02 de outubro de 1992. Ao assumir, nomeou Fernando Henrique Cardoso para o Ministério das Relações Exteriores em 05/10/1992 onde o mesmo ficou até 20/05/1993, assumindo em seguida, em 21/05, o Ministério da Fazenda dele somente se afastando em 05/04/1994, já para ser candidato à Presidência da República pela coligação PSDB-PFL. Na prática, parte da mídia, Veja em especial passou a tratar-lhe como tal desde que também emplacou Pedro Malan no Banco Central.

Veja 1251 de 09/09/1992, pp. 16-25
Palavra-chave: Collor, o ex-anti-Lula
Título da matéria: As floridas cachoeiras da corrupção
Comentário:
O feitiço contra o feiticeiro. Para atingir seus objetivos e livrar a direitona do vexame de Brizola ou ainda pior, Lula, o jovem Governador de Alagoas abusou de venenos contra os adversários e contra o Governo Sarney e tripudiou em cima do funcionalismo público federal que passou, todo ele, a ser confundido com os tão falados marajás. Agora, uma casa luxuosa, porém a altura da maioria dos ricos médios do país e até da classe média alta é tida como um bem luxuriante, paradisíaco e pior, “construído com dinheiro do povo” A Veja, bem como toda a mídia é Deus: elas dão e eles tiram, assim se julgam. Na capa da edição o nada escarnecedor título: O JARDIM DO MARAJÁ DA DINDA.

Veja 1237 de 03/06/1992, pp. 28/29
Palavra-chave: Tucanos do Nordeste
Título da matéria: Crime à luz do dia
Comentário:
Relatos de crimes contra o patrimônio público por parte de senadores. É o tipo de crime hipocritamente condenado na retórica, porém nunca solucionado. No caso várias figuras políticas envolvidas, inclusive o Senador por Sergipe Albano Franco, Presidente da CNI. O mau uso pelo Senador se trata de se ter aproveitada da gráfica do Senado para imprimir capas de cadernos, em verdade publicidade pessoal com dinheiro público – o que é crime – usando a frente do citado caderno com sua figura e o verso com o Hino de Sergipe, seu Estado.

Veja 1215 de 1°/01/1992, p. 36
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Ancelmo Góis diz em sua coluna que o PT de Pernambuco espalhou cartazes de mau gosto pelo Recife parodiando propaganda de fim de ano da Rede Globo com os dizeres: Mate um Presidente; faça um 92 diferente. Radical ao extremo e às claras demais para se acreditar em tamanha imbecilidade por parte de um partido já acostumado a apanhar tanto. Sinais de má-fé, no mínimo, do colunista.

Veja 1215 de 1°/01/1992, pp. 32-34
Palavra-chave: Collor, o ex-anti-Lula
Título da matéria: A charada dos velhos
Comentário:
O Governo acabou. Sem mais expectativas entramos na fase do marasmo comum que antecede as tormentas ou força redentora. O fantasma dos barbudinhos e seu “operário” incomoda porque “não solucionado.” A reportagem título mostra os velhos problemas de sempre com Previdência falida e o Governo rosnando que vai tirar dinheiro de alguém. Tem juiz vendendo sentença e o clima de corrupção experimentado e turbinado pela mídia ao fim do Governo Sarney retorna com força total. A bruxa anda solta

Veja 1206 de 30/10/1991, pp. 28/29Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Saída de emergência
Comentário:
Sugestão de golpe parlamentarista ao ex-príncipe Collor começa no congresso pelos notáveis da República. Inclusive FHC e Serra.

Veja 1168 de 06/02/1991, pp. 40-42
Palavra-chave: Collor, o ex-anti-Lula – tucanos
Título da matéria: Espelho parlamentar
Comentário:
A velha cantilena da governabilidade pela saída mágica do parlamentarismo. Essa ameaça em forma de solução desde que a democracia rompeu o coronelismo do Café-com-leite de São Paulo e Minas em 1930 (rompeu?), e a democracia floresceu a partir de 1946. Por trás da idéia, sutilmente a fina flor do tucanato.



Escrito por Almeida às 22h25
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Veja 1168 de 06/02/1991, pp. 26-39
Palavra-chave: Collor, o ex-anti-Lula
Título da matéria: Collor dispara um segundo tiro no tigre
Comentário:
Expectativas sombrias rondam o estamento. O salvador da Pátria não está dando certo. O Plano Collor II traz o sabor amargo da desconfiança motivada pela ciranda de planos da era Sarney. No plano os ingredientes de sempre: congelamentos, tarifaços etc., etc. “Prisão de especuladores” num clima de ópera bufa do Cruzado quando bagrinhos fazia a festa do populacho auto-investido de fiscal do Sarney. Pra referendar ou bater as opiniões de sempre, de Roberto Campos a Vicentinho. Aqui a sutileza: toda vez que a Revista acredita em algo ligado à área trabalhista os principais interlocutores são da Força Sindical e não da CUT.

Veja 1166 de 23/01/1991, pp. 46-49
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Brasília vai à guerra
Comentário:
A Revista festeja o ataque “dos aliados” contra o “eixo do mal” de Saddam Hussein, o assalto ao óleo na Guerra do Golfo; enquanto mostra os protestos em favor do “Ditador” associando-os direta ou indiretamente ao PT

Veja 1161 de 19/12/1990, p. 45
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Alfinetadas no PT em “Do PT para o PT” onde a coluna explora suposta contradição do partido em relação ao funcionalismo público onde o foco é o bom-mocismo do Prefeito de Salvador, Francisco José, das hostes de ACM.

Veja 1160 de 12/12/1990, p. 45
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Coluna mostra “a popularidade” entre os servidores públicos do Ceará do Governador ora em saída Tasso Jereissatti, que recebeu como presente um concerto em sua homenagem.

Veja 1157 de 21/11/1990, pp. 34-37
Palavra-chave: Collor, o ex-anti-Lula
Título da matéria: A última cartada
Comentário:
Começa a agonia do ex-anti-Lula, sem sequer terminar o primeiro ano de Governo. O partido do Presidente é uma ficção criada para alojá-lo e assim descartar Brizola ao mesmo tempo em que livrava o País do “operário”. Em sendo assim, sua base no Congresso é inexistente e nestas condições o fisiologismo chega às alturas. O PRN, partido de Collor, portanto vai mal nas pesquisas e a Revista já vai saindo de fininho e soltando veneninhos; sugerindo que o Presidente está caindo.

Veja 1141 de 01/08/1990, pp. 58-67
Palavra-chave: José Serra
Título da matéria: Existe uma saída
Comentário:
Oito páginas da sabedoria tucana de José Serra sobre a economia nacional. Parâmetros de sempre, a escolaridade coreana (sem tocar no assunto dos investimentos no cinturão de bloqueio ao comunismo, feitos pelos EUA): o crescimento do Brasil, o que mais cresceu no mundo entre 1970 e 1987 – 157 vezes – coisa que nenhum país conseguiu; etc. Matéria com cheiro de paga apesar de útil em vários momentos.

Veja 1141 de 01/08/1990, p. 41
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Coluna Radar
Comentário:
Em “Critério milionário” o Deputado Luiz Gushiken do PT argúi a constitucionalidade da Resolução 720/90 do BNDES que cria entraves à participação de empresas de auditorias nas futuras privatizações.

Veja 1137 de 04/07/1990, p. 29
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Prefeitos defendem Collor
Comentário:
Insinuações sobre Luiza Erundina (Prefeita de São Paulo pelo PT) estar apoiando Collor (sutil celebração a possível desagregação do PT)

Veja 1137 de 04/07/1990, 24/25
Palavra-chave: Tucanos
Título da matéria: Direito de comprar
Comentário:
Em matéria sobre aprovação da Lei de Defesa do Consumidor no Congresso Nacional a revista reconhece apenas um dos autores do Projeto de Lei: o Deputado Federal Geraldo Alkmim.

Veja 1111 de 31/12/1989, pp. 71/72
Palavra-chave: PT
Título da matéria: Surpresa armada
Comentário:
Suspeições e insinuações, apesar da negativa dos personagens centrais, de que os seqüestradores do empresário Abílio Diniz, cujo cativeiro foi estourado mais de uma hora antes do fim da votação para Presidente no segundo turno, e que ao serem os seqüestradores apresentados ao vivo na TV faziam referências ao PT. Mesmo sendo negada pelos seqüestradores e pelas autoridades com isenção, a Revista cinicamente insiste na vinculação. Fixação subliminar para trabalho futuro.

Veja 1107 de 29/11/1989, pp. 52-58
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: A hipótese de Lula
Comentário:
Apesar da confiança demonstrada na matéria anterior, esta demonstra a inquietude do estamento – do qual a própria revista faz parte – com a possível vitória de Lula. Um clima sombrio ronda a maior parte do conteúdo.

Veja 1107 de 29/11/1989, pp. 48-51
Palavra-chave: Collor vs.Lula
Título da matéria: Jogo bruto na reta de chegada
Comentário:
A matéria analisa o quadro eleitoral com toque de confiança na vitória de Fernando Collor

Veja 1107 de 29/11/1989, pp. 04-10
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Duelo de argumentos – Entrevista
Comentário:
A entrevista com os dois candidatos para o segundo turno visivelmente conduz a um Collor administrador, confiante e responsável; e um Lula inexperiente, vago e temeroso.

Veja 1106 de 22/11/1989, pp. 48-69
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: A briga pela faixa/A arrancada de Lula
Comentário:
Análise do 2° turno das eleições presidenciais entre Collor e Lula. Ênfase nas diferenças entre o administrador e o “operário.” O clima de terror entre o empresariado com a possível eleição de Lula etc. Apologia final a Fernando Collor em “O prodígio das urnas” e “Jogo pra fazer gol”.

Veja 1102 de 25/10/1989, p. 158
Palavra-chave: PT
Título da matéria: As múltis não têm medo
Comentário:
No Ponto de Vista, a colocação é de Gilberto Prado, Presidente do Manufacturer’s Hanover sobre o pânico dos “Donos do Poder” diante da possibilidade de vitória de Lula.
No fundo no fundo, Lula nunca preocupou as multinacionais mais do que qualquer outro governante brasileiro pós-OTAN. A direitona é que não suporta alguém sem a escala intermediária – sem mudança do padrão de cor sanguíneo - chegar ao poder. Mesmo quando se valeu do estrato popular para assegurar a ordem diante da bagunça que havia provocado, ela foi buscar nos emergentes pela farda que, apesar da origem pobre, gozaram do privilégio de serem militares. Mas a permissão sempre foi só por pouco tempo.

Veja 1102 de 25/10/1989, pp. 50-53
Palavra-chave: Governo Sarney vs. Lula
Título da matéria: A senha Silvio Santos
Comentário:
Que vexame! Perder a Presidência da República para um “analfabeto”. A direitona articula a despolarização Lula x Collor com a entrada em cena de Sílvio Santos numa engenharia pilotada pelo PFL. Com enorme apelo popular, contudo o apresentador nem faz o gênero dos “Donos do Poder” nem empolga na política quanto o faz no palco de seu cassino disfarçado. A busca da Revista em apresentar o apresentador como um produto de Sarney, em si, já é uma queimação ao próprio Silvio, bem como o atestado de que não era pra valer.



Escrito por Almeida às 22h24
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Veja 1101 de 18/10/1989, p. 54
Palavra-chave: Maluf e Lula
Título da matéria: Campanha do Vale-tudo
Comentário:
O nervosismo da direitona leva-a a bater em tudo que identifique como adversário de Collor. Antes apanhava Sarney, Brizola e Lula; agora até Maluf entra na dança. A palavra de ordem é todos contra a besta-fera da estrela vermelha.

Veja 1101 de 18/10/1989, pp. 44-51
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Lula entra no jogo
Comentário:
A pancadaria volta a comer em cima do “operário” e também de Brizola. A Revista registra a queda de Collor e subida de Lula. Aqui a rejeição de Lula é praticamente igual à de Collor: 24% contra 25%. A revista registra também o pavor das elites de Direita com a possibilidade Lula na declaração de Mário Amato de que se Lula ganhasse, 800 mil empresários fugiriam do País. Ainda segundo o próprio Amato, Lula está tumultuando o País. O empresariado está em pânico. Afif não passa dos 8%; Covas e até Maluf caem; e Brizola despenca. As pesquisas teimam em mostrar um Lula na faixa dos 10% por cento enquanto que Collor está acima dos 32%, entretanto, há algo de estranho no ar porque mesmo numa dianteira destas ninguém confia mais em derrotar o “operário”.

Veja 1095 de 06/09/1989, p. 135
Palavra-chave: Collor, o anti-Lula
Título da matéria: Lambada dos candidatos
Comentário:
Registro dos tempos de campanha, a peça publicitária – subliminar - de enorme apelo popular do momento entre as massas foi a música Os presidenciáveis do paraense Alípio Martins. A peça contou com duas versões – segundo a revista, mais uma – onde na primeira o cantor canta os versos referentes aos principais presidenciáveis da época exceto Fernando Collor de Mello. Na segunda versão é mantida na estrutura original, mas aparece dubladores de vozes imitando um Lula burro; um Jânio Quadros paranóico; um Ulysses broco; um Brizola espertalhão e atrapalhado; um Sarney com dor de cotovelo querendo ficar; um Silvio Santos escorregando e até Pelé cheio de embromações.
Segundo a Veja uma outra edição com Collor foi gravada. Desconhecemos tal peça a esta altura a campanha de ridicularização já havia produzido seus efeitos em quem de direito.

Veja 1095 de 06/09/1989, pp. 34-39
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Um operário vai à luta
Comentário:
Reportagem muito bem feita sobre a trajetória de Lula onde carrega nas tintas sobre a sua origem, sua formação, enfim, o Lula desnudado com tudo de bom e de ruim que possa ter, especialmente a “falta de sangue azul”.
Nas entrelinhas o ranço preconceituoso tal qual daquele “piedoso” que sempre vem com a pergunta, “sabe com quem está falando?”, mas que nos debates sociais nunca nega uma esmola a um “pobre e humilde”.  E segue se dizendo morto de remorso pela pobreza alheia enquanto explora ao máximo seus neo-servos nas jornadas de trabalho com remuneração mínima. Daqueles que vivem a reclamar do salário mínimo esquecendo que o mínimo é o mínimo fixado pelo Governo; mas o máximo está nas mãos de qualquer um que o quiser bancar. Homens de bons modos – com licença – por engano (Belchior –Pequeno perfil de um cidadão comum – gravadora WEA, 1980)

Veja 1093 de 23/08/1989, pp. 34-36
Palavra-chave: Collor, o anti-Lula
Título da matéria: A partilha da tribuna
Comentário:
A reportagem trata dos espaços nas redes de TV cariocas Globo e Manchete. Na Globo o bombardeio collorido ocupou durante o último mês 16%; sobre Ulysses Guimarães 14%; e sobre Brizola 7%. Já na Manchete: Collor 9%; Ulysses 19% e Lula (muito pouco pontuado na Globo) 17%.

Veja 1091 de 09/08/1989, p. 55
Palavra-chave: Mario Covas
Título da matéria: Receita caseira
Comentário:
Sinais de turbulência no horizonte tucano. Roberto Magalhães do PFL – partido que adora ser governo; qualquer governo – acaba de renunciar a candidatura de Vice-Presidente na chapa de Mário Covas. O barco começar a encher de água e já tem gente(?) pulando.

Veja 1091 de 09/08/1989, p. 54
Palavra-chave: Maluf vs. Lula
Título da matéria: De baixo para cima
Comentário:
Ufa! Alívio geral. O “operário” caiu para quarto lugar. Maluf agora é o terceiro. Viva Maluf.

Veja 1091 de 09/08/1989, pp. 46-51
Palavra-chave: Collor, o anti-Lula
Título da matéria: Collor joga pesado na ofensiva
Comentário:
O anti-Lula avança. O cavalo está carregado de açúcar – até o rabo está doce. Só os melhores adjetivos. Bla-bla-blá.

Veja 1088 de 19/07/1989, pp. 36/37
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Correndo atrás do prejuízo
Comentário:
Revista busca minimizar o lugar de destaque do PT e seu candidato com chavões de desqualificação como o de que supostos eleitores que não confiam no candidato.

Veja 1088 de 19/07/1989, pp. 34/35
Palavra-chave: Collor, o anti-Lula
Título da matéria: Folgado em primeiro
Comentário:
Revista comenta proezas do caçador de marajás com adjetivação positiva. Pra temperar umas poucas notas negativas daquelas que apenas deixam irritados os adversários de sempre.

Veja 1086 de 05/07/1989, pp. 36/37
Palavra-chave: Collor vs. Ulysses (contra Lula)
Título da matéria: Um ponto a mais
Comentário:
As reportagens seguem um padrão de rotatividade entre os candidatos mais bem postados nas pesquisas, entretanto, Collor retorna e pra mediar, também Ulysses. De fato percebe-se a tentativa da publicação de isolar qualquer tentativa de ascensão dos indesejáveis Lula e Brizola buscando polarizar a campanha entre Collor o “oposicionista” e Ulysses o candidato situacionista. Collor foi a Roma e, ao contrário do “comedor de criancinhas” foi abençoado pelo Papa e com ele conversou. O outro, o “operário” mal recebeu a bênção. Dentre os arrebentados na matéria ainda aparece Aureliano Chaves.

Veja 1086 de 05/07/1989, pp. 32-34
Palavra-chave: Collor, Lula, Brizola e Covas
Título da matéria: O tucano voa alto
Comentário:
Aqui a Veja retira totalmente a máscara ao afirmar que o que “o povo” quer mesmo é um rosto novo para Presidente. A publicação já havia apostado nisso quando sorrateiramente andou lançando Afif Domingos. A afirmação em relação ao rosto novo é para desqualificar Mário Covas como candidato. Ao mesmo tempo busca mostrar que o rosto novo “não poder ser” nem Lula nem Brizola. Covas - dá a entender a reportagem - é “bonzinho”, mas insuficiente. No mais, loas ao político paulista.

Veja 1085 de 28/06/1989, pp. 52-54
Palavra-chave: Governo Sarney e Collor, o anti-Lula
Título da matéria: Os mata-candidatos
Comentário:
Vacina contra acidentes de percurso, coloca as rejeições dos oito principais candidatos: Collor, Lula, Covas, Maluf, Aureliano Chaves, Roberto Freire, Guilherme Afif Domingos e Ronaldo Caiado. Na mesma edição ainda aproveita pra alfinetar o Governo Sarney mostrando um placar em Porto Alegre a contar os dias que faltam para dele “se livrar”.

Veja 1084 de 21/06/1989, pp.42-43
Palavra-chave: Brizola e Lula
Título da matéria: A caminho das ruas
Comentário:
As dificuldades de Brizola, sem dinheiro, apesar de ser o segundo, mas “sem perspectivas”. No Veja/IBOPE Collor 43 contra 11 de Brizola e apenas 8% de Lula. Para que não sobrem dúvidas, na pesquisa da Folha São Paulo: Collor 42%, Brizola os mesmos 11 e Lula 7%. Tá no papo.

Veja 1084 de 21/06/1989, pp. 38-41
Palavra-chave: Collor, o anti-Lula
Título da matéria: Braçadas tranqüilas
Comentário:
Para o anti-Lula e anti-Brizola só elogios. Associação com políticos “homens de bem” do tucanato etc., etc.



Escrito por Almeida às 22h23
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Veja 1084 de 21/06/1989, pp. 34-37
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Sem pedir licença
Comentário:
Matéria meramente jornalística feita por um veículo de oposição a Lula. Versa sobre o lançamento da candidatura do líder do PT à Presidência da República. Reconhecimento da liderança, da capacidade e do carisma e alfinetadas no “despreparo”, ressalvas em relação à origem e mais alfinetadas no suposto afastamento do líder trabalhista do seu meio político original.

Veja 1083 de 14/06/1989, pp. 40-41
Palavra-chave: Jose Serra
Título da matéria: Um ataque de frente
Comentário:
O “moderno” Deputado José Serra é a favor de “cortar gastos” e contra a “máquina gastadora” do Governo Sarney.

Veja 1083 de 14/06/1989, pp. 36-37
Palavra-chave: Collor vs. Lula
Título da matéria: Lua-de-mel na campanha
Comentário:
Em pleno cumprimento do papel de destruidor das ameaças – Lula ou Brizola – o Caçador de Marajás segue sua trajetória em céu de brigadeiro. Só elogios.
Na mesma edição ainda existem “lamentos” à desunião do PMDB que está deixando o Doutor Ulysses Guimarães, também candidato, na solidão.

Veja 1070 de 08/03/1989, p.31
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Visita frustrada
Comentário:
Apologia a insucesso de Lula em não ser recebido em audiência por João Paulo II; apenas foi cumprimentado em fila comum. Todos os outros compromissos em Roma foram bem sucedidos.

Veja 1065 de 01/02/1989, p. 32
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Namoro fugaz
Comentário:
Revista explora divergências entre Lula e Brizola e entre Lula e membros do próprio PT.

Veja 1061 de 04/01/1989, pp. 22-27
Palavra-chave: PT
Título da matéria: A guerra na selva
Comentário:
Reportagem sobre a morte de Chico Mendes líder petista e dos seringueiros no Acre. Como toda a mídia nacional, a Veja somente chegou ao Acre quando já haviam cessado as passeatas de protesto sobre a morte de Chico Mendes no mundo inteiro. O assassinato ocorreu no dia 22 do mês anterior e apenas duas edições a posteriori é que a Veja sentiu que não podia calar. É que o miserável e membro do PT também, era famoso. Mais até do que certos papagaios poliglotas tupiniquins.

Veja 1059 de 21/12/1988, p. 39
Palavra-chave: José Serra
Título da matéria: Carga Pesada
Comentário:
Deputado José Serra (e só ele em toda a Câmara Federal) reage ao aumento de taxa para o sistema de transportes.

Veja 1059 de 21/12/1988, pp.28-31
Palavra-chave: PT e PSDB
Título da matéria: A voz da urna altera o coro do poder
Comentário:
Sutilmente a reportagem alerta para o perigo do crescimento da esquerda e seus então dois maiores e mais bem organizados partidos: o PT e o PDT. “Lamenta” (nas entrelinhas, choro de jacaré) as agruras do Doutor Ulysses Guimarães e seu (tão partido) PMDB; dá providenciais pauladas no Governo do Presidente Sarney e cobre de elogios a nobreza do PSDB.

Veja 1055 de 23/11/1988, pp. 28-49
Palavra-chave: PT
Título da matéria: O soco nisso que está aí
Comentário:
Revista traça de forma positiva as vitórias do PT para as administrações municipais, especialmente em Vitória, Porto Alegre e São Paulo. Nas entrelinhas o alerta: Lula é o principal candidato das esquerdas para o ano seguinte. A revista ainda denuncia que a pesquisa do IBOPE que daria a vitória a Erundina em São Paulo ficou 20 horas inexplicavelmente guardada na gaveta dos redatores da Rede Globo. Quanta boa vontade!


Veja 1020 de 23/03/1988, pp. 38/44
Palavra-chave: Collor, o anti-Lula
Título da matéria: A guerra ao turbante
Comentário:
Lançamento da campanha do futuro Presidente Fernando Collor de Melo – o anti-Lula. A matéria de caráter apologético mostra apenas alguns pontos que poderiam vir a ser usados pela oposição ao candidato futuramente como o assassinato do Senador acreano José Kairala, de modo acidental, ocorrido no plenário do Senado tendo como matador Arnon de Melo, pai de Fernando. Explora ao extremo o sentimento da inveja popular ao tripudiar impiedosamente sobre o tema “marajás” no serviço público.

Veja 1018 de 09/03/1988, pp. 32/33
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Efeito doméstico
Comentário:
Canalhice em forma de jornalismo. A Revista investe na “incoerência” de Lula e Olívio Dutra que pagam os serviços de prestador de serviços, o sargento reformado Edson da Silva Martins que, além de receber cinco vezes a média dos seus colegas, tem 13° salário e ainda ganha passagem de fim de ano, mesmo assim a Revista ainda acusa os dois políticos do PT por não assinarem a carteira do sargento aposentado, cuja aposentadoria ele perderá se tiver novo vínculo empregatício, e a Revista sabe disso. Até que passaria em branco as tais afirmações não fosse mais um “veneno” plantado em forma de foto com legenda: nas fotos dois personagens quais sejam a esposa de Jorginho Guinle, herdeiro da fortuna do Copacabana Palace, no Rio de janeiro – que paga certinho e assinou a carteira de seus serviçais; e Lula, que não se dignou a fazer tal coisa. A fórmula seria repetida no último debate presidencial entre Lula e Collor em 1989 quando Collor acusou Lula, um operário, de possuir um aparelho de som que ele, Collor, herdeiro de uma repetidora da Globo e mais uma pequena cadeia de rádio, não podia tê-lo. De Collor, político em campanha é até aceitável tal mentira; da Veja, maior revista semanal do país é um absurdo.

Veja 1003 de 25/11/1987, p. 101
Palavra-chave: Lula
Título da matéria: Conta social
Comentário:
A Revista desce o cacete em Lula por ter votado a defendido a aprovação na Constituinte de que o empregado seja aposentado pelo último salário. Já o Presidente da CNI e Senador por Sergipe, Albano do Prado Pimentel Franco que também votou foi poupado sob o argumento de que o terceiro homem em importância na escala econômica nacional – depois do Ministro da Fazenda e do Presidente do BC – se atrapalhou na hora de votar. Para que não sobrem dúvidas, a Revista afirma que na realidade, o Senador partilha mesmo é da opinião do Deputado Luiz Eduardo Magalhães.

Veja 1003 de 25/11/1987, pp. 36-41
Palavra-chave: Governo Sarney e FHC
Título da matéria: Começa o pós-Sarney
Comentário:
A Revista decreta o fim do Governo Sarney com a matéria de capa: “Sarney, Está aberta a sucessão presidencial”. A matéria em tom comemorativo se refere a aprovação na Comissão de Sistematização da Emenda 2.036 que marca a eleição presidencial para 1988. Os "Sábios" FHC e Marco Maciel são os comentaristas, obviamente. As vozes ponderadas. A Revista já sai em contra ataque preventivo aos que estranhar a não existência de comemoração por parte do povo, na voz de Francisco Dornelles: é que “A população está entrando em clima de Natal”, explica o deputado. A comemoração da Revista é dupla: Cai Sarney e, Brizola e Lula estão arrebentados pra ameaçar alguém.
Vade retro comunas!



Escrito por Almeida às 22h22
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